Echo, echo, echo(...)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na foto: Narayana.
 Atendo por vários nomes no meio do povo, por vezes, tudo se escapa de mim. Principalmente o que é estranho aos sentidos, então eu me viro atendendo a quem me chama. Castelos de areia para crianças cruéis, eis o desejo das marionetes tornadas mães. E eu apenas posso cogitar compromisso ao pé da cama do mundo.
  
Agracio mais que devaneios, neste emaranhado abafado e cheio de pó das avenidas. Certa aflição por corpos suados e vinho tinto me arrebata; ambição profunda pelo que entorpece. Guerra fria, duelo que manda cumprimentos agradabilíssimos, ilusões de fim de noite.
 
 Os personagens são os mesmos.
 
Embora se encontrem carcomidos e gastos, completam a multidão de promessas e códigos para sobrevivência: os demônios pedem sossego para continuar vivenciando o que não pode ser interrompido.
 
O tempo é outro.
 
Mantem a mesma robustez entre os termos de conduta: age como age e eu posso compreender sobre quem é você e quem sou eu.
 
Vigor de mocidade compromete meus pensamentos com sua oferta de regresso. Veludo e navalha na carne, movimentos de vai e vem pelas esquinas da cidade e hálito quente de bebida aquecendo os corpos que se entregam buscando alívio.
 
Os personagens girando em círculos, às vezes, sensuais.
O tempo revivendo seus mitos, nem sempre, reais.

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