Echo, echo, echo(...)

domingo, 25 de março de 2012



O amor desperta
Meus quinze anos,
Meus gestos exagerados
Quero sair por aí dizendo coisas engraçadas.
A paixão desperta
Meu fogo lambendo a pele,
Milhões de pensamentos fundamentais
Imergindo para os cantos e as profundezas.
O entusiasmo cumpre
Promessas descartáveis,
Como uma coisa que falta
De uma vida que me toma cada vez mais.
A boa-venturança cumpre
Sentenças desgastadas,
Eu relembro uma fábula antes de me deitar,
Meus sonhos desfilam em cores vivas
A distração me visita e
Eu pisco os olhos e finjo dormir.

sexta-feira, 23 de março de 2012

TENSAO



Saber das curvas do vento,
Todas as encruzilhadas
Dos labirintos da mente,
Permanecer veloz
Até o cansaço:
O devaneio inicial depois de acordar
Na cama cheia.









Conhecer os caminhos
Por aonde seu corpo vai,
Quando o mundo se cala
E nas calçadas apenas
Vagabundos
Numa noite escura:
O receio fatal depois de acordar
Na cama alheia.

segunda-feira, 19 de março de 2012

CINZAS

                                                                                                                                                                                               (de interpretação)



Sente, meu bem,
O vento e as sensações que ele traz (...)
Agora imagina
De mim os sussurros do vento,
Em você os arrepios
Percorrendo espaço e tempo (...)











(de miséria)

A pessoa moderna
Achando que a sua verdade
É a única verdade
Imagina beijar bocas apaixonantes
Enquanto reclama
Troféus de misericórdia
Num mundo
Onde não move uma palha.

(de constatação)

As vadias que conheço não usam vermelho










domingo, 18 de março de 2012


ATOS I






Solidão é para poucos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

OUSADIA

Para aqueles que correm de um relacionamento mais sério (não se permitindo assim experimentar a aventura do que poderia ser), que fogem de se revelar, que temem a palavra namoro. A todos que disseram que o amor é brega – e eu acredito que seja –, ainda assim: eu sou brega.

Na foto: (catalogo para revista) Narayana & Pepper.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Jogo

Tempos atrás, veio e me convidou para um jogo que consiste em elaborar uma lista com oito coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. Eis a minha lista:

1 – Prolongar o meu caminho para a realização ao máximo, para poder curtir cada momento, inclusive o da ansiedade;

2 – montar uma puta dvdoteca, onde eu teria o prazer de passar dias inteiros escrevendo e produzindo projetos pessoais;

3 – passar uma tarde na praia com Selton Mello e mais uns quatro intelectuais dispostos a fazer uma suruba poética;

4 – alugar um carro e viajar pelos interiores do Brasil, sem dia nem hora para voltar;

5 – tomar uma taça de vinho com Michael Pitt;

6 – passar um final de semana com Giovanna Casotto, desenvolvendo a arte dos desenhos eróticos;

7 – promover uma rave-intercâmbio entre meus novos e meus mais antigos amigos;

8 – ser comida na chuva.

Obs.: faz parte do jogo indicar 1 blogueiro para dar continuidade a brincadeira. Minha escolhida é: Radharani Ribeiro, vulgo Drama Queen.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E inveja lá mata, mermão!

http://horvallis.free.fr/photblog6/fees.jpg

Um ano atrás, tava eu, muito bem obrigada, sentada no balcão do Gringo's Bar e conversando com uma amiga de outros sex on the beach, aí entrou uma mina (gata não: a mulesta). O bar inteiro parou para olhar. Eu pensei: “Uau”!, e minha amiga olhou com cara de inveja, sabe aquela cara de quem quer rasgar a cara da outra com gilete?, pois é – também pudera: a gostosa, digo, a mina, parecia com uma ninfa dos mares em gênero, número e grau, tava usando uma calça de funkeira “torando” , que parecia mais o rabo de uma sereia, e um top dourado (tamanho pp por certo). A pouca roupa que ela usava nem precisava brilhar na luz negra para acentuar a cintura de pilão da desgraçada, digo, da moça, e os cabelos em forma de onda descendo pelas costas faziam da criatura um composto ainda mais perfeito. Minha amiga foi logo dizendo: “Puta que o pariu! Pra quê isso”? Eu fiquei rindo, a doidinha era linda, eu ia fazer o quê? Foi quando a “mina perfeita” abriu a boca e perguntou para o Wesley se no Gringo's não rolava um Michel Teló da vida. Eu pensei: “Caralho, ela tem um defeito e, puta que o pariu, o defeito é mental”. Ela dizia: “Beibe, será que você pode me deixar em casa hoje”? Minha nossa Senhora!  Lancei para Wes o meu olhar de “diga que ela não é sua amiga, “pelamordedeus”.
 Ele disse: “Ela é bonita, perdoa-se”, riu alto e completou, “depois despreza-se”. Wesley “safadão” enlaçou a moça pela cintura e deu-lhe um “xêro” no cangote. E se teve algo do qual eu tive inveja aquela noite, foi do orgasmatron violento que com certeza eles iriam ter depois que o bar fechasse. A vida é doce.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Normalidade

Coxinha com cores lindas em mim.
 Levei uma pancada na perna e fiquei observando as cores escuras se formando
achei tão lindo
muito lindo
Pensei se por acaso eram as mesmas cores que doíam nas mulheres que apanhavam dos homens
depois matutei se eram essas as mesmas cores fortes nas telas inesquecíveis de Marcelus Bob
O pensamento acertara: eram as mesmas cores das mulheres que apanhavam; as mesmas cores nas telas de Marcelus; eram, em absoluto, cores que eu achei lindas.
 O que não entendi foi por que as mulheres em meus pensamentos, que apanhavam dos homens, gostavam dessas cores nelas e por que essas cores ficavam tão maravilhosas nas telas de Marcelus Bob e por que, mesmo tendo doído tanto, eu, uma mulher do século XXI achei tão lindo aquelas cores em mim.