Echo, echo, echo(...)
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ocupar com vida

Na foto: Deus e sua metade, Narayana e Radharani

Sabe quando é tudo mais bonito escrito? Pois bem, aí está. Quando proferido a magia estraga. Consuma-se. Vitórias completas e a tanto custo conseguidas, de repente assustam. O que poderei fazer? "Retomar a magia", eu ouvi minha mim íntima dizer. E ficou repetindo... No limiar da felicidade o coração hesita. Minha mim íntima não fala por mal. Pareceu uma boa ideia. Retomar a magia. Ocupar-se de viver. Esquecer o choro. Este não traz vela. Nem fita amarela. 

domingo, 19 de julho de 2015


...Não vou tentar explicar, pois perdi a esperança de que certo tipo de pessoa venha a entender este debate. Estou falando com os outros, que podem discordar deste ponto de vista, mas que absorvem o contraditório e refletem sobre ele.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Na foto: Paulo Sarkis.
 
Certa vez, ainda nos anos 80 no bairro de Santana, ZN de São Paulo, após uma noitada de muita coca, dia já amanhecendo ele vira pra mim e diz com aquele sorriso que nunca lhe saía do rosto: "vamos até o bobs tomar um milk shake". Pegamos o pena móvel e após íngreme ladeira, serra da Cantareira abaixo, estávamos nós já dentro do bobs 24hs na fria noite paulista. Ele diz ao atendente: " 4 shakes por favor, 2 de morango e 2 de chocolate", e eu: "não!!! só tomarei 1 de chocolate". Ele retruca: "então são 5, 3 de chocolate e 2 de morango", e solta sua gargalhada característica.

Aprendi com ele a rir da minha própria desgraça, o primeiro blues man que conheci, descendente da mais elegante estirpe inglesa, a risada sonora e interminável que externava a loucura que na minha geração nunca teve cura.

Hoje zarpou meu amigo Kuki, também conhecido pelas alcunhas de Cacique Pena Branca ou Kid Nevaska. Homem raro daqueles que deixam o mundo pior sem ele.
- Paulo Sarkis

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

Medroso




Tava eu lá com o namorado e a irmã dele na maior vibe, curtindo a night. Um doido chegou junto e perguntou: “Ei, essa tua amiga aí e tals” (...) Aí eu fiquei calada, depois apresentei os dois e disse no ouvido dele que ele não fazia o tipo dela. O sujeito riu e perguntou se eu podia fazer mais que aquilo, eu disse: “Véi, na boa?, a gente não tá mais no ensino fundamental pra ficar de “guerrinha”. Quer saber sobre ela, se garanta e chegue junto”. Ele sorriu amarelo e foi embora. Vai entender.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Meu Desabafo Alheio




Percebi que aquela garota sempre conversava olhando para os lados
Abraçava olhando para os lados
E, dependendo de quem estava olhando em sua direção,
Adoçava as palavras que saíam da boca
Ou dava gargalhadas jogando de leve a cabeça para trás
Perguntei pra quê todo aquele teatro
E ela fingiu não saber do que eu estava falando
Eu disse, meu bem, não se iluda e nem tente iludir
É trabalhoso e no final não dá em nada
Mostramos quem somos cedo ou tarde
Cumprimente as pessoas com vontade
Abrace com carinho real
Converse prestando atenção a quem está na sua frente
Mesmo porque, não importa quem está ao redor
Muito menos quem não está
Não importa se estamos vendo alguém
Sempre tem alguém nos vendo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012





Narayana. Deus em forma humana para os hindus.
Certamente esse significado contribuiu no que diz respeito a qualquer pretensão ou arrogância percebida em alguns de meus gestos:
 não percebo a vida como ela é, mas assim como eu sou
Tento não chicotear os que me tratam com doçura
Sigo de encontro aos que voam
(O dia fica claro quando há a consciência mútua do ser)?
Resolvo aparecer
Como um amor inacabado que adormece
De qualquer forma
De tempos em tempos
Eis-me aqui
Absoluta
Tudo isso, de encontro ao vento, pode mudar mundos
- Às vezes, em muitas horas, desisto de qualquer coisa
Penso, reflito, sumo, inexisto
- E tem mesmo esse tal bichinho que rói
Cuidemos de viver sem as dores que nunca passam
Por quê?
Por amar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

REFLEXÕES SOBRE MEU EU TRANSITÓRIO (TRECHOS)



“Os aspectos da aparência produzem um efeito que tende ao absoluto: o belo produz uma sensação de prazer; o feio, de terror.”

    Pedro Lyra


Os mais belos, para mim, são aqueles que não se esgotam em si mesmos, que têm alguma força de sugestão para transitar da treva para a luz.
Sou daquelas que creem que aparência e essência se condensam. Gosto daqueles que existem per se, em si mesmos ao alcance de qualquer um, porém, sensação de prazer mesmo, eu tenho através daqueles que só podem existir em outro ser.
Gosto de estímulos que solicitam respostas. Quando esse estímulo brota, senhores, consigo me perder entre novidade e antiguidade fácil, fácil. Exatamente como se decolasse numa transitividade louca dos sentidos. (…)
Eu me lanço no embalo ao me permitir pertencer, ao reconhecer alguém que tem a natureza de causar, de produzir, de consistir. Gosto de me sentir formada e digna. Mais do que isso: sou um ser que tem atributo e um modo de existir – não em mim por mim, mas por alguns aspectos que existem no outro (exatamente aquele outro onde me instalo e que me impulsiona, como se pode perceber facilmente, ao exalar todos os aspectos pelos quais as coisas do mundo se exteriorizam e me provocam). - Sou a própria face captável de uma essência transitória ao avesso: não peço complemento, embora possa me moldar e ser aquilo que completa. Mas aí já depende do quão provocante aos meus sentidos, à minha sensibilidade ou à minha consciência os atributos do outro podem ser. (…)
Em minhas relações, não posso conceber nenhum outro ser existindo fora de mim ou de todas as outras mins que habitam os mundos e nem eu devo existir fora do outro ser e de todos os outros seres que subsistem. Devemos estar encravados, enroscados, arrebatados, já que a coisa em si e não no outro é inacessível.(...)
Dessa forma estou entrelaçada a muitos e muitos estão entrelaçados a mim.

    Justine Febril.

Nota: como puderam perceber na foto acima do texto, eu mudei um pouco o visual. Espero que o efeito produzido cause boas sensações. Encerro o post de hoje com um trabalho de Lucio Salvatore. O dia permanece quente.
Até breve, senhores.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Subjetiva eu?



Para começar(...)
O primeiro princípio norteador, que eu considero hoje como relacionamento ideal, causa ligeiro mal- estar logo de cara para alguns – muito natural, já que eu mesma tive um susto quando percebi que o valor ideal de amor não se baseia em romantismo e fidelidade e sim em companheirismo e lealdade. Graças aos deuses, completo eu, porque sendo assim a possibilidade de algo maior e eterno pode vir a ficar perto de nós.
Gosto de pensar que sentimentos nobres, ao alcançarem certa despretensão se humanizam. E é justamente esta humanização que nos permite aproveitar melhor a vida, recuperando muitas vezes com a outra mão aquela profundidade de significado que toda existência tem. Compreendendo isso, recuperando esse acabamento de forma, essa intensidade extraordinária que está inerente a cada ser em sua essência, podemos fazer de nós mesmos inesperados, embora discretos, candidatos a perfeição: podemos ser pequenos deuses; partículas de luz; energia pura. Podemos nos ocupar de viver.
Numa época de envolvimentos efêmeros, essa concepção do amor leal, onde a validação consiste em ser feliz e desejar a felicidade do outro, que se caracteriza como algo além do convívio do dia-a-dia, mesmo que os sentimentos estejam entrelaçados à vida cotidiana ou sobrevivendo de forma despojada, não é, contudo, muito fácil de ser absorvida como foco vital numa sociedade que caminha sempre ao contrário, uma sociedade que mantém o egoísmo, a falta de controle e o passional surgindo constantemente, nos tornando sementes ruins. Mais do que isso, nos tornamos seres de extensão limitada, sem a capacidade de governar a nós mesmos.
Ora, senhores, seria correto eu dizer que cada um de nós não teria a capacidade de administrar essa vontade própria? Eu disse ADMINISTRAR. Ah, sim. claro que temos essa capacidade. Mas para isso, temos de saber quem realmente somos e o que realmente queremos para poder reger nossas necessidades. E quando digo necessidade não falo de um desejo débil, não. Nós temos de nos sentir bem, viver bem e, enfim, tratar de ser felizes. A vida é curta e é boa, e o amor é essencial e dele precisamos estar repletos, nossos potes têm de estar cheios.
Ainda digo mais, esse tipo de pensamento quase caminha de mãos dadas com o chamado amor polivalente, justamente por ir contra a tendências aparentemente fundamentais do meio em que aparece: sempre batendo de frente contra as convenções sociais.
Como tema predominante, aqui no post de hoje, eu quis ressaltar o amor sob uma perspectiva menos mesquinha, assumindo o indispensável e inevitável abrir de olhos que me acometeu há algum tempo, e que achei tão belo ao assistir “Um sonho de liberdade”: pessoal, tudo na vida se trata apenas de “ocupar-se de viver ou ocupar-se de morrer.” E é isso. Uma explicação melhor é sempre a explicação mais simples.
A vida é curta e é boa, senhores. Ocupemo-nos de vivê-la, então.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cinema curto.

Na foto: Narayana & Christopher.

Ele ficava lá parado,
olhando-me através do reflexo no espelho
por intermináveis momentos.
Eu era uma dessas pessoas que acreditam no amor
mesmo não estando apaixonada.
Nosso abraço me lembrava o roçar de um tecido aveludado sobre o corpo.
Para fugir do convencional
mantínhamos nossa relação poliamorosa:
sempre esbarrando em valores sociais.
Ele nunca dizia “eu te amo” antes repetia
“encontre alguém melhor que eu.”
Mas eu não encontrava,
tampouco procurava.
Permanecíamos com nossas palavras impossíveis
fazendo-nos rir às gargalhadas.
Ele ficava lá parado,
olhando-se através do reflexo no espelho
por intermináveis momentos.
E eu nunca conheci alguém mais feliz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Still fine.

Hi people.
I haven't been on here in WEEKS!!!

I'm sorry I abandoned you, guys. I'll be active again very soon.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Considerações (do ano passado).

 Não consigo saber tudo o que se passa no mundo inteiro e não acho legal essa tendência de hoje. Acho que o bacana mesmo seria que as pessoas selecionassem o máximo possível aquilo que veem e leem. Há pessoas que parecem querer falar sobre tudo – como se fosse possível alguém entender bem de tudo – e acabam se perdendo no meio de uma conversa, pois nem elas lembram sobre o que estavam falando no início. Claro que eu tenho ainda muito disso – notem que me estendo com facilidade ao escrever sobre o que quer que me venha à mente – apesar de estar galgando a elite dos autores, ainda perco muito tempo com informações que, não só me interessam pouco, como não me acrescentam nada. Sofro por ter nascido num lugar com insaciável sede por auto-exposição. Sei que isso é muito provinciano. Mas realmente não consigo ir com calma, vendo o que de fato importa. Meu problema maior é não ter paciência (...) bem, ao menos eu procuro distinguir o atual do conservador. Ora, o que importa é ser governante de si, não se deixar rotular, monopolizar ou rebocar por velhos dogmas, clichês ou hábitos, é estar centrada em mim e não nos outros. As pessoas estão numa corrida desenfreada por informação e isso é deveras ruim. É uma competição onde cada um quer estar mais por dentro que o outro. Sei que ainda não fujo à regra: ainda sou assim, apesar de ficar tonta com esse marasmo de ideias. Sem isso acho que me sentiria deslocada. Resultado: entendendo um pouco de tudo não sei satisfatoriamente de nada! Meu consolo é saber que uma postura mais solitária me faz muito bem quando eu a adoto. E é a que tenciono seguir mais dia menos dia, uma vez que pude perceber com clareza dolorosa que estarei no caminho certo agindo dessa forma para depois de tudo acabar me sentindo perdida, como se Manoel Bandeira virasse o conselheiro do mundo depois que se descobrisse que as passagens pra Parságada estavam esgotadas desde meados do século passado.

Esse texto foi publicado numa sexta-feira, 23 de outubro de 2009.
Já faz quase 1 ano. E tudo que mudou foi a cor do meu cabelo. Ao menos serve para o post de hoje - posso copiar e colar.
para quem não havia lido ainda, boa leitura
e para quem já leu, reconsiderar.




Obs; para ouvir e ver o video (se possível):
Suede "Attitude."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Miss you guys!

Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away

 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Parabéns para mim amanhã


Estou de parabéns mesmo?
Despertarei amanhã e será uma nova fase para mim
E rogo por isso: melhor, mais forte
Mas não pode ser apenas o povir:

"Einmal Ist Keinmal."
(Uma vez não basta. Uma vez é nunca).

Tão fácil de entender
Eu vivo em meu mundo mas já não contemplo o mar
Bagunço a vida de quem só quer passar
Deixo qualquer pessoa tonta abraçando forte:
faço versos, assisto filmes franceses

Adorava brincar - hoje apenas humor negro
Meu verdadeiro poder reside em ser complicada tanto quanto a vida é doce
Isso sou eu, meu verdadeiro eu.
E amanhã é meu aniversário
Estou de parabéns?
Sim, estou de parabéns
E amanhã é meu aniversário
Mas não estou de parabéns por isso.


Obs.: Na foto Ville Valo, gótico dos anos 80.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

PERMEIO


Sinto-me como símbolo do desconhecido
Do adocicado gosto da vida
Inspirando bondade
Passeando três vezes ao dia pelas encostas das estradas

Você veio e abriu as portas de minha senzala
Depois permaneceu sentado no chão duro e frio
Esmagando o próprio coração com medo de ver o sol
Minha verdadeira trajetória se desenrola

O meu silêncio era um convite a um melhor momento
Minha feição era meu carnaval de cores confusas
Tudo fora de seu tempo
Tramando contra todos e se esquivando sempre

Meu silêncio sou eu

Minhas mãos acenam adeuses para o tempo inglório
Comportamento lascivo tomando conta dos anéis
Os dedos se foram e não restou quem aponte o caminho insano
Não me atrevo a escrever sem papel e caneta ainda

A música de destruição parou de tocar
Já não resta o que oferecer
E tudo que sinto
Sinto sem dividir senão comigo mesma.

- Narayana Ribeiro.

Obs.: Recebi esse link do querido Al. H. :
http://www.goear.com/listen/884b670/1.--abro-los-ojos-franny-glass
Obrigada querido.